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Cicero Alvarez defende uma arquitetura ao alcance de todos Data: 10/10/2017 Fonte: Imprensa FNA

Foto: Fernanda Lanzarin

O presidente da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) e coordenador do Colegiado das Entidades Nacionais de Arquitetura e Urbanismo (CEAU), Cicero Alvarez, defendeu nesta terça-feira (10/10), no Rio de Janeiro (RJ), uma arquitetura que esteja ao alcance de todos. Além disso, destacou a importância da reflexão sobre as possibilidades de atuação no mercado e o impacto disso para o desenvolvimento da profissão e da representação do profissional junto a sociedade.

O arquiteto fez pronunciamento durante a II Conferência Nacional de Arquitetura e Urbanismo, promovida pelo CAU/BR, antes de mediar a mesa-redonda “Arquitetura e criatividade”, que contou com a participação do arquiteto e urbanista Fernando Fuão e da jornalista Mariana Barros. “No evento de hoje teremos algumas discussões que abordam as formas ou as novas formas como os arquitetos e urbanistas têm se relacionado com a questão da criatividade, da economia criativa e da legislação, mas, acima de tudo, com as novas formas como a profissão se apresenta não só para a sociedade, mas como para ela própria”, disse. “É fundamental que os arquitetos percebem que o modelo que as escolas e, de certa maneira, a sociedade vê, ele acaba em algum grau podendo ser um limitador”.

Na ocasião, Cicero Alvarez também pontuou sobre as diversas possibilidade de atuação profissional. “Existem inúmeros campos de atuação do arquiteto e urbanista que podem dar melhores condições de vida para as pessoas e para o próprio profissional. Há campos de atuação que são tão nobres quanto qualquer outro”, afirmou, destacando que o modelo do grande arquiteto, ou seja, de gestor do seu próprio escritório, é apenas uma dessas possibilidades.

Além disso, ele ressaltou que o papel do arquiteto e urbanista não se resume a representar uma pequena parcela da população, “não é almejar trabalhar apenas uma elite ou uma classe média”, mas que possui o dever de transformação da vida humana. “O nosso papel, acima de tudo, é propiciar a inclusão das pessoas e a gente só faz isso em conjunto, saindo do isolamento, participantado”, comentou.

Em função disso, ele destacou a importância das palestras e debates do CEAU e da Conferrência, atividades que, segundo ele, contribuem para alargar o diálogo junto a “outras visões de mundo”. “É fundamental que essa pontes sejam estabelecidas, independente de campo de atuação. Essa pluralidade é importante para que nós, enquanto sociedade brasileira, possamos nos tornar muito melhores”.

O CEAU é composto pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura e Urbanismo (ASBEA), Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura (ABEA), Federação Nacional de Estudantes de Arquitetura e Urbanismo (FeNEA) e Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP).

 

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